quarta-feira, 21 de março de 2012

Estudantes de Ciências Sociais e Letras paralisam as aulas hoje

Hoje, 21/03, haverá paralisação das aulas dos cursos de Ciências Sociais e Letras com atividades organizadas pelos estudantes como continuidade da mobilização.


Confira a programação da Ciências Sociais:


14h - Roda de conversa com estudantes, professores e funcionários

16h - Plenária interdepartamental

18h - Assembleia de curso



Amanhã, 22/03, são os estudantes de Filosofia que paralisarão as aulas.

Ata da Assembleia Geral dos Estudantes da USP 20/03/2012


Foi realizada na última terça-feira, 20/03, a Assembleia Geral dos Estudantes da USP no prédio dos cursos de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).


A Assembleia deliberou:

-       contra a greve;
-       indicar a discussão de uma próxima paralisação às assembleias dos cursos;
-       que o Comando Geral de Mobilização seja aberto com voto restrito a delegados revogáveis eleitos nas assembleias de cursos na proporção de 1/10;
-       adesão ao ato convocado pelo Comitê Unificado contra a Repressão que ocorrerá no dia 22/03 às 17h em frente à Reitoria;
-       contra o adiamento das eleições para o DCE-Livre;
-       indicativo de assembleias de cursos entre os dias 09 a 14/04;
-       ato-debate no dia 12/04, no prédio dos cursos de História e Geografia, em memória ao Prof. Aziz Ab’Saber e aos mortos pela Ditadura Militar, pela democratização da universidade, contra a militarização do campus e a repressão;
-    próxima reunião do Comando Geral de Mobilização no dia 13/04 às 18h no prédio dos cursos de História e Geografia;

A próxima Assembleia Geral dos Estudantes da USP será realizada no dia 19/04 às 18h no prédio dos cursos de História e Geografia da FFLCH.

terça-feira, 20 de março de 2012

PROFESSORES E ESTUDANTES DA PÓS-GRADUAÇÃO PRESSIONAM PRÓ-REITOR CONTRA PROPOSTA DE REGIMENTO


Na audiência pública realizada ontem (19/3),  no prédio da Administração da Poli, estudantes e professores posicionaram-se maçicamente contra a forma apressada com a qual a proposta de alteração do regimento de pós-graduação tem sido conduzida.
Cerca de 100 estudantes participaram da atividade. Uma carta redigida pela assembleia dos estudantes de pós-graduação do campus capital (leia abaixo) foi lida e, a partir dela, várias críticas ao caráter do regimento foram apresentadas.
Os estudantes reivindicam que o Conselho de pós-graduação não aprove o novo regimento (a reunião do Copgr que definirá a questão está marcada para o dia 28/3) e que amplie as discussões ao longo do semestre com maior participação da comunidade acadêmica.
Amanhã, às 18h30, na sala 111 da Sociais, ocorrerá a próxima assembleia de pós, onde serão discutidas a greve e as formas de mobilizaçãopara deter a aprovação do regimento.

CARTA ABERTA A RESPEITO DA PROPOSTA DE NOVO REGIMENTO DA PÓS-GRADUAÇÃO DA USP
Os estudantes da pós-graduação da USP - Campus Capital, reunidos em assembleia no dia 14 de março, amplamente divulgada – por diversos meios, inclusive o sistema Janus – declaram-se contrários ao resultado final da proposta de alteração do Regimento da Pós-Graduação, apresentada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação em minuta, divulgada no dia 27 de fevereiro, bem como à forma como foi conduzido o seu processo de redação.
Partindo de uma avaliação minuciosa do caráter de cada um de seus itens, os estudantes reunidos alçaram uma avaliação global do sentido do documento, que recusam em função da transformação pra qual o mesmo aponta: uma precarização estrutural das condições de ensino e de pesquisa.
Entendemos que o conjunto das alterações propostas prioriza o produtivismo – por meio do qual a orientação quantitativa se sobrepõe à qualitativa na formação dos pesquisadores.  Além disso, a abertura dada pelo documento aponta para um recrudescimento da mercantilização e da privatização das atividades acadêmicas, acarretando piores condições para a realização das pesquisas.
Esse foco produtivista pode ser apontado em propostas como a redução do prazo de qualificação, o aproveitamento de disciplinas cursadas como aluno especial ainda durante a graduação, e a adoção de processos avaliativos prévios à defesa. Todos esses expedientes configuram uma aceleração da realização da pós-graduação,  que usurpa o tempo necessário  à formação de pesquisadores capazes de uma atuação social critica.
Quanto à mercantilização podemos citar o fortalecimento de mestrados profissionais, e a supressão de dispositivos que regulamentavam a relação da Universidade com parceiros privados e impediam a cobrança financeira aos estudantes para a realização de seus estudos de pós-graduação.
Percebe-se que o novo regimento se fundamenta dentro da perspectiva do Plano de Desenvolvimento Institucional da USP (2012-2017), que tem como meta “tornar a USP uma universidade de classe mundial”, a partir de um foco desmedido na subida nos rankings internacionais, sob risco de transformar a pós-graduação uspiana numa anomalia dentro do sistema nacional de pós-graduação, ameaçando ainda mais a possibilidade de concessão de bolsas.
A prerrogativa de eliminação dos programas de pós-graduação dada às câmaras centrais, por critérios de avaliação pautados nesses rankings internacionais, evidencia que a suposta descentralização de poder oferecida pelo novo regimento tem um caráter, em verdade, mais centralizador, colocando em risco a diversidade das diferentes áreas de conhecimento e culturas de pesquisa.
Tal centralização de poder se manifesta atualmente na maneira como diversas modificações no âmbito geral da USP tem se dado, tais como o advento do BUSP, a transformação de diversas coordenadorias em superintendências submetidas diretamente à reitoria, a aprovação ad referendum do Orçamento da USP no Conselho Universitário, e o esvaziamento do poder decisório de todos os órgãos colegiados, incluindo o CO.
Tudo isso acontece num contexto geral de repressão na USP, que tem servido justamente para afirmação desse projeto centralizador de universidade. Um polêmico convênio foi assinado com a PM.  Já foram presos 84 estudantes, 8 estudantes foram expulsos, existem inúmeros processos administrativos e judiciais contra estudantes, funcionários  e professores – incluindo as diretorias da ADUSP e SINTUSP – motivados por intervenções políticas no campus. Todos esses fatos consolidam um ambiente de verdadeira asfixia ao exercício do livre pensamento e às condições mínimas para a vida universitária.
A gestão centralizadora da Universidade se expressa claramente na própria forma de condução da proposta de mudança regimental da pós-graduação, que seria aprovada – durante as férias – sem ampla discussão da comunidade acadêmica.  Tanto a prorrogação do prazo de aprovação, quanto esta audiência realizada hoje só aconteceram por pressão dos estudantes em greve a partir de uma moção da assembleia da pós, que já em dezembro de 2011 acusava a forma pela qual a Pró-reitoria de Pós-graduação vinha conduzindo a reforma do Regimento.
Ao longo do mês fevereiro e no início de março foram feitas por parte dos professores diversas propostas de alteração, que – ao fim – não foram incorporadas ao texto. Portanto, entendemos que a presente audiência não é suficiente como discussão verdadeiramente democrática e não pode ser considerada meio de legitimação do processo em curso.
Entendemos que a elaboração de uma proposta de alteração regimental, como essa, não pode ser realizada sem a criação de espaços de debate e consulta que possam garantir a ampla participação de estudantes e professores, em vários níveis, desde grupos de trabalho abertos até as Comissões de Pós-Graduação de cada unidade.
Um processo de debate amplo e aberto permite o envolvimento de um número maior de estudantes e professores, além de aprofundar a discussão sobre os pontos específicos de alteração do Regimento.
Assembleia dos Estudantes de
Pós-Graduaçao da USP– Campus Capital

Próxima Assembleia: Quarta-feira. 18:30h. Sala 111. Ciências Sociais. USP.https://www.facebook.com/events/373675465986656/ 

Assembleia da pós-graduação da USP

Convidamos aos estudantes de Pós-graduação da USP à Assembleia Geral da Pós a se realizar o dia 21 de março às 18:30, na Sala 111 de Ciências Sociais. 


https://www.facebook.com/events/373675465986656/ 

segunda-feira, 19 de março de 2012

HOJE, 19/03, AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O NOVO REGIMENTO DA PÓS-GRADUAÇÃO


às 16h com professores e funcionários

às 18h30 com estudantes


LOCAL: Prédio da Administração da Escola Politécnica da USP. Auditório Prof. Francisco Romeu Landi - Edif. Engenheiro Mário Covas Júnior | Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 nº 380 - São Paulo.

Confirme sua presença:


            Em novembro de 2011, em plena greve estudantil pela suspensão do convênio USP-PM, renúncia de Rodas, criação de uma estatuinte e fim das perseguições políticas na universidade, os estudantes de pós-graduação foram surpreendidos com a notícia de que o atual Regimento de Pós-Graduação da USP passaria por uma profunda reforma. A notícia surpreendeu, primeiro, porque o “regimento de pós” havia passado por uma mudança há menos de três anos. E segundo, porque as mudanças propostas são de tal magnitude, que uma ampla discussão com todos os segmentos da universidade se mostrava necessária, mas não poderia ser contemplada pelo calendário então proposto, segundo o qual, o novo documento deveria ser aprovado.
             A proposta de mudança está disponível, na íntegra, no seguinte endereço:

            Porém, podemos dizer que as principais mudanças são:

1.      Transferência para os níveis mais básicos da hierarquia – ou seja, as Comissões Coordenadoras de Programas de Pós [CCPs] e Comissões de Pós-graduação [CPGs] – das decisões de caráter mais burocrático e, paralelamente, concentração do poder de avaliação e intervenção na pró-reitoria de pós-graduação e seu Conselho. Na prática, isso significa que a reitoria está ganhando o poder de impor, de cima para baixo, critérios de avaliação da pós-graduação. Em casos extremos, a pró-reitoria – órgão diretamente ligado à reitoria – poderá encerrar ou desativar programas que julgar de “má qualidade”. Atualmente, o funcionamento da pós-graduação é mais descentralizado, com os programas e faculdades concentrando a tarefa de avaliar e determinar as diretrizes da pós-graduação o que significa respeito à diversidade das culturas e tradições de pesquisa da USP. Esse ponto preocupa porque se soma a todo um movimento mais amplo da atual gestão Rodas de concentrar poder nos níveis centrais – reitoria e pró-reitoria – esvaziando (ou usurpando) poder dos órgãos colegiados, dos departamentos, programas e faculdades.
2.      Fortalecimento do mestrado profissionalizante. Todo o documento tem um forte tom profissionalizante. Mais concretamente, há novas disposições específicas sobre mestrado profissional e, além disso, a abertura da possibilidade de que em todos os programas de mestrado e doutorado da USP, os alunos sejam desligados logo após a realização das disciplinas o que significa, na prática, a abertura de pequenos cursos estilo MBAs em toda a universidade. Isso poderá representar a criação de uma espécie de ciclo básico de 12 meses ao final do qual o aluno passará por uma avaliação que decidirá se ele está no mestrado, no doutorado ou se será desligado com o certificado de cumprimento das disciplinas. Ainda não está claro como esse novo formato se articula com os atuais modelos de concessão de bolsa de pesquisa onde não existe essa figura do mestrado ou doutorado de 12 meses.
3.      Antecipação do exame de qualificação. Atualmente, o aluno qualifica em até 60% do prazo. Pela nova proposta, a qualificação deverá acontecer em até 12 meses após o ingresso, ou seja, em geral, antes do início da pesquisa de campo ou mesmo bibliográfica e antes da conclusão das disciplinas. Isso demonstra a compreensão profissionalizante de pós-graduação que está sendo implementada pelo novo regimento.
4.      Diminuição do poder do orientador. Por exemplo, a banca de defesa de mestrado e doutorado não poderá ser indicada ou mesmo sugerida por aluno e orientador. Na defesa, o orientador não terá direito a voto e ainda está ambíguo se ele terá direito a fala.
5.      Burocratização da defesa e redução de prazo pela criação de uma pré-avaliação, realizada por escrito, do texto a ser apresentado na defesa e na qual o aluno poderá ser aprovado e encaminhado para a defesa ou reprovado e desligado do programa. Na prática, isso vai representar uma redução do prazo de mestrado e doutorado, uma vez que o texto final deverá ser entregue 180 dias, ou seja, seis meses antes do prazo atual, e uma burocratização do exame, com o aumento significativo da carga de trabalho em bancas.
6.      Aumento do poder da "comunidade externa" e de "profissionais" da área, permitindo o credenciamento de orientadores não-doutores e a participação de não-doutores em bancas, o que, de novo, demonstra o caráter profissionalizante das mudanças o que poderá representar uma ameaça à autonomia da pesquisa pela destruição dos poucos mecanismos atuais de proteção da comunidade de pesquisa às pressões “externas”.

            Em seu conjunto, a reforma em curso é preocupante, particularmente pelo fato de que as mudanças propostas implicam um novo modelo de pós-graduação, voltado – como explicitado diversas vezes pela pró-reitoria – para a dita “formação de gestores e líderes”. Tal concepção deve ser repudiada, em primeiro lugar, porque a função principal da pós-graduação é formar pesquisadores, professores e profissionais altamente qualificados; e, em segundo lugar, porque uma sociedade democrática precisa menos de gestores, e mais de espaços efetivos de participação e deliberação comuns; menos de líderes de masas e mais de representantes de coletivos. O século XX foi um século de líderes e, consequentemente, de liderados. O século XXI, esperamos, será um século de efetiva participação social e, consequentemente, de sujeitos políticos plenos. A função da graduação e da pós-graduação da USP deve ser, portanto, a de contribuir, por meio da produção de conhecimento de qualidade e do fortalecimento dos valores democráticos, para a construção dessa sociedade.
            Como vemos, a irresponsabilidade e a centralização administrativa que marcam toda a gestão atual da USP assumem caráter ainda mais dramático quando consideramos a mudança que está sendo proposta em uma área crucial da vida universitária: a pós-graduação. Isso deve nos preocupar particularmente porque toda a alteração do funcionamento da pós-graduação de uma universidade implica alteração em uma das engrenagens fundamentais do seu funcionamento: a  formação de pesquisadores e futuros docentes. Nesse sentido, as mudanças que estão sendo aventadas, pela sua magnitude e impacto, deveriam passar por amplo e profundo processo de discussão e estudo, com participação de toda a comunidade universitária tanto no processo de debate quanto de deliberação. Infelizmente, não é esta a visão da reitoria e pró-reitoria da USP, que apresentaram um calendário de aprovação de tal reforma que inviabiliza completamente qualquer discussão aprofundada.
            Pelo apresentado em reunião do Conselho de Pós-Graduação de 14 de dezembro de 2011, a  aprovação final no conselho está prevista para 28 de março de 2012, tendo havido apenas uma única reunião do Conselho de Pós-graduação, em 29 de fevereiro de 2012, para discutir a proposta a ser aprovada. Para o movimento estudantil de pós-graduação, essa dinâmica de aprovação de mudanças é incompatível com a universidade, instituição profundamente plural e complexa, cujo governo deve primar pelo diálogo, contraposição de opiniões e responsabilidade das deliberações. Não por acaso, a assembleia dos estudantes de pós-graduação soltou uma nota exigindo maior espaço de discussão. A nota foi lida no Conselho de pós e o resultado foi a aprovação de um calendário de audiências públicas com o atual pró-reitor de pós-graduação,  Vahan Agopyan.

No campus Butantã, a audiência está marcada para hoje, dia 19 de março de 2012, segunda-feira, às 18h30 no Prédio da Administração da Escola Politécnica da USP. Auditório Prof. Francisco Romeu Landi - Edif. Engenheiro Mário Covas Júnior | Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 nº 380 - São Paulo – SP. A audiência está aberta à participação de toda a comunidade USP.
  
Confira: Nota da Assembleia dos Estudantes de pós-graduação da USP de 06 de dezembro de 2011.


A assembleia geral dos pós-graduandos da USP-Capital vem por meio desta nota repudiar a forma apressada e, no nosso entender, irresponsável pela qual a Pró-reitoria de Pós-graduação está conduzindo a reforma do Regimento de Pós-graduação. Essa reforma, pela sua importância, deve ser debatida e deliberada por toda a comunidade universitária, o que, pelo calendário proposto pela atual pró-reitoria é absolutamente impossível. Nesse sentido, a assembleia geral dos pós-graduandos da USP capital, reunida no dia 06 de dezembro de 2011, solicita que a aprovação do referido regimento esteja subordinada à realização de uma audiência pública com o pró-reitor de pós-graduação, Prof. Dr. Vahan Agopyan e à sua apreciação por uma assembleia geral dos pós-graduandos. 

AMANHÃ, 20/03: TODOS À ASSEMBLEIA GERAL!


Nesta terça-feira,  20/02, às 18h, ocorrerá no prédio dos cursos de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) a Assembleia Geral dos Estudantes da USP.

Confirme já sua presença:


Participe!

Reitor Rodas é citado como repressor em exposição em SP


Você pode prestigiar até 18 de março o reitor Rodas na exposição Lugares da Memória Resistência e Repressão em São Paulo no Memorial da Resistência de São Paulo. Ele é citado como um dos repressores de São Paulo por ter solicitado à invasão da Tropa de Choque na Faculdade de Direito para reprimir uma manifestação pacífica de estudantes e movimentos sociais.

 

Mais informações:

www.memorialdaresistenciasp.org.br/